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27 Novembro 2016 Publicado em Animais de Estimação

O bebê chegou...o que fazer com os animais de estimação?

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Uma casa com crianças e animais, com certeza, é um lar com muita alegria. Pensando nisso muitos casais que tem filhos buscam animais de estimação para completar a família. Mas quando acontece ao contrário, o animal vem primeiro? O que fazer para que todos fiquem em harmonia? O texto de hoje será sobre a reação dos animais de estimação com a chegada do bebê. Quer saber mais? Então leia o artigo abaixo onde compartilharei minha experiência e minhas dicas.

Todo mundo já ouviu falar que os animais de estimação são muito sensíveis, alguns sentem ciúmes do bebê e que essa situação gera muito estresse para família, afinal, lidar com um recém nascido já é um grande desafio, administrar mais um problema, fica muito complicado. Com certeza essa era uma das preocupações que eu tinha quando estava grávida. Muitas vezes parei para pensar qual seria a reação dos meus filhotes de quatro patas com a presença da baby Alice. Quando estava grávida busquei informações sobre o assunto, mas mesmo assim, ficou aquele friozinho na espinha, afinal, não tem como prever exatamente qual será a reação dos bichinhos.

O importante é ter em mente que seu animal de estimação é um membro da família e por mais difícil que seja a situação, se desfazer do animal é uma decisão insana. É só colocar a mão na consciência e pensar: se você tivesse um outro filho e ele rejeitasse o irmão, você daria para outra pessoa seu filho mais velho? Claro que não! Você buscaria ajuda e com certeza encontraria uma solução para o problema, não é mesmo? Então porque seria diferente com seu pet?

Sou mamãe de dois gatos, Sheldon e Charlot, e uma cachorrinha, a Cecília. Todos vira-latas e cada um com suas características de personalidade. Por esse motivo, antes da chegada da Alice, eu tinha um certo receio de como seria a reação deles individualmente. O Sheldon é um gatinho muito calmo, dengoso, preguiçoso, muito apegado comigo e por isso eu temia que ele ficasse com ciúmes do bebê e se afastasse, depressivo. Já a Charlot é uma gatinha delicada porém muito sapeca e geniosa. Com ela meu receio era ela ficar curiosa com o bebê, subir no berço e até mesmo sufocar o bebê sem querer deitando em cima por exemplo.

Vanessita e gatos

Sheldon (esquerda) e Charlot (direita)

Já a Cecília é uma cachorrinha muito dócil, companheira e carinhosa que adora brincar. Aí morava o meu maior medo, ela poderia achar que a Alice era um brinquedo e partir para o recreio. 

Anjo Cecilia

Cecília

O fato é que cães e gatos são espécies de animais diferentes, logo, possuem reações diferentes. Os gatos em geral costumam ser mais tranquilos, são mais independentes e se adaptam a outros seres com maior facilidade. A reação mais comum é eles fugirem do ambientes onde está o bebê e aos poucos irem se aproximando ou então ficarem curiosos no primeiro momento e depois que a curiosidade passa eles se acostumam. Já os cachorros são mais expressivos e demandam uma atenção maior de seus donos, logo, podem sentir a "falta de atenção" e ficarem tristes. O problema é como ele irá expressar essa tristeza. Aí isso vai variar de acordo com a personalidade do bichinho, alguns ficam agressivos, outros entram em depressão. O fato é que independente de gato ou cachorro, tudo vai depender da personalidade dele e cabe a nós observar e se precaver. 

Diante disso resolvi preparar o terreno antes do bebê chegar. Antes o quartinho da Alice ficava fechado e com o decorrer da reforma e montagem deixei-o aberto para que eles se acostumassem com o novo ambiente, percebendo aos poucos que algo estava por vir. Assim, eles foram vendo os móveis chegar, os enfeites, o cheiro do lugar. Me lembro que cheguei até a comprar uma boneca tipo bebê vestida com uma roupinha da Alice e colocava-a no bercinho simulando um novo ser para que eles se acostumarem. Comecei a frequentar esse ambiente no qual mal entrava antigamente, prevendo que eu ficaria no futuro por um bom tempo nele cuidando do bebê, assim, eles não ficariam surpresos quando o bebê viesse. Ao mesmo tempo que fui matando a curiosidade deles com o novo quarto, fui ensinando algumas regras com antecedência, como por exemplo, saber que o colo da mamãe está ocupado quando o bebê estiver nele, não subir no berço, não arranhar poltrona. 

Gestante 7

Aí chegou a Alice...e para minha surpresa...a reação foi muito melhor do que eu podia esperar. Quando fui para maternidade fiquei internada por 3 dias, logo, deixei a Cecília na casa do padrinho da Alice e os gatos em casa com a visita de supervisão da minha mãe (esse é um ponto importante a ser pensado para planejar, com quem ficará a responsabilidade por seus filhotes quando você estiver no hospital). Logo, ao chegar em casa só estavam os gatinhos, a Cecília só chegou no dia seguinte propositalmente. Ao entrar pela porta fomos recebidos pelos felinos que ficaram de longe olhando. Mostrei de longe o bebê para eles, entrei no quarto com a Alice e fechei a porta. E a primeira noite foi assim de porta fechada até a madrugada, quando vacilamos e esquecemos a porta aberta. Eles entraram e continuaram olhando de longe e na deles, dividindo o mesmo espaço que o bebê, porém sem se aproximar. E até hoje é assim: eles sabem que há um novo ser no ambiente e super respeitam.

No dia seguinte chegou a Cecília. Apresentei o bebê pra ela deixando ela cheirar o pezinho, conversando com ela e ao mesmo tempo fazendo carinho. Ela olhou, cheirou e imediatamente buscou um lugar para deitar no ambiente. Conclusão: ela também entendeu que se tratava de um novo ser. Naquele momento eu entendi que nós seres humanos temos que aprender muito com os animais. Eles sabem exatamente seus limites e quando tratados com carinho compreendem e se adaptam a realidade. É muito bacana ver a Cecília aos meus pés enquanto dou de mamar para Alice na poltrona. Ela fica como se fosse um cão de guarda.

Alice e cica

Cecília - guardiã da baby Alice

Moral da história: tomando alguns pequenos cuidados não há o que se preocupar, seu bichinho com certeza se adaptará ao novo integrante da família, tudo depende de você mostrar pra ele que há espaço para todos. O mais importante é não deixar seu filho de quatro patas de lado com a chegada do bebê. Esse será seu maior desafio, afinal você passará por grandes mudanças de rotina nos primeiros meses. Dependerá de você incluir nessa sua nova rotina um tempo para seu bichinho também. Uma boa dica é tentar manter pelo menos um hábito antigo para que ele não se sinta ignorado. Por exemplo, se você costuma sair em determinado horário com seu cachorro para passear, continue mantendo esse hábito, será o momento dele e ele irá perceber isso. Se por ventura a reação do seu bichinho não for positiva, tenha paciência e procure não reagir com agressividade. Se você sentir necessidade contrate um adestrador, um profissional capacitado com certeza te ajudará com uma solução para seu problema.

Para finalizar esse artigo, segue um vídeo com algumas imagens dos meus filhinhos, todos juntos e vivendo em harmonia. Aproveite para se inscrever no canal do Dicas da Carioca no You Tube e acompanhar as novidades. 

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Beijos, Vanessita.

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